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  • marianadiascadastr

Como a Inteligência Intrapessoal salvou um time que estava perdendo!

Atualizado: Fev 17


Quando resolvi mudar totalmente a direção da minha vida profissional, muita gente não entendeu por quê eu estava mexendo em “time que estava ganhando”.


Essa é a perspectiva de quem vê de fora. Se o time está ganhando ou não, só a gente sabe.


Mas o mais engraçado é que, por um bom tempo, eu mesma acreditei que meu time estava ganhando.


Eu estava em uma trajetória muito bacana na profissão que estava desenvolvendo. Eu gostava muito do que fazia, era sim muito interessante. E me rendeu uma vida bem tranquila em questão de conforto, tinha uma vida financeira saudável, vivia muito bem.


No entanto, chegou uma determinada fase da minha vida que eu chegava em casa triste. Me sentia vazia e não entendia qual era o meu problema. Eu me sentia mal por me sentir mal, afinal, tinha “tudo”. Era frustrante sentir aquela insatisfação cercada de segurança e conforto.


Meus primeiros pensamentos diante deste dilema foram no sentido de me condenar. Será que sou uma pessoa ingrata? Mas refleti e entendi que não, porque sempre fui grata por receber tanto da vida. Mas ser grata não significa deixar tudo como está como demonstração de gratidão. Ser grata é reconhecer o valor das coisas, mas sempre seguir em frente em um processo pessoal de evolução.


Havia algo em mim que estava pedindo mais do que conforto e segurança. E comecei a entrar em uma rotina de reflexão: todos os dias, quando chegava do trabalho, sentava no sofá, olhava para tudo, no silêncio completo, e prestava profunda atenção ao que estava sentindo. Que mensagem aqueles sentimentos estavam carregando?


Até que comecei a questionar o que era esse “tudo” que eu tinha. Eu tinha “tudo” o que? Tudo o que era importante para mim ou tudo o que era importante dentro de um consenso social padrão?


Essa foi a grande questão. Essa foi a chave para encontrar o que, naquilo tudo o que eu vivia, estava ainda me causando insatisfação. Se eu achava interessante o que eu fazia, se o que eu fazia estava me gerando bons frutos, o que nesse cenário me causa insatisfação ainda?


E através de um processo de investigação, desenvolvendo minha Inteligência Intrapessoal, que descobri que valores muito importantes para mim não estavam sendo satisfeitos naquela carreira e naquele modelo de vida que eu havia estabelecido.


O que eu vivia não me permitia desfrutar de uma das coisas mais importantes para mim: a LIBERDADE.


  • Liberdade geográfica para escolher qualquer lugar para viver, para experimentar. Viver a vida toda sempre no mesmo lugar é algo que me causa angústia. Tem tanto para ser visto e vivido... por que viver sempre no mesmo lugar?

  • Liberdade para criar. Amo criar novas ideias, novas formas de pensar, novos conceitos, nova arte, novas combinações de cores... simplesmente amo o que é novo, original.

  • Liberdade para viver de forma autêntica, ser como sou, viver como acredito ser o melhor, falar, pensar, me vestir, me expressar da forma que desejar.


Descobri que aquele tudo não era meu. Comprei um tudo que não era meu. Meu tudo era algo diferente. Minha vida tinha uma configuração que permitia e pedia outros valores, diferentes daqueles ditos por aqueles à minha volta que acreditavam que meu time estava ganhando.


Então chegou a hora de admitir que o que me serviu por um bom tempo não servia mais. E não é fácil admitir isso, porque admitir significa aceitar que algo precisa mudar, e mudar é uma ideia que sempre causa, desde um leve frio na barriga, até um verdadeiro pavor.


Tudo isso é um processo de contínuo desenvolvimento de Inteligência Intrapessoal, que implica em desenvolvimento de Inteligência Emocional.


Não é um processo fácil, nem mesmo retilíneo. Mas na medida que você desenvolve sua Inteligência Intrapessoal, você vai ganhando a musculatura emocional que precisa para dar a virada que precisa na sua vida.


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